Juliana Roman explica como medir o ROI de tecnologia

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Qual a forma mais inteligente de mensurar ROI de tecnologia? Afinal, para além das receitas diretas, o cálculo de retorno sobre o investimento precisa considerar todos os benefícios do ativo em questão. Aliás, isso fica especialmente nítido quando falamos de tecnologia, já que a escolha adequada do ecossistema pode reduzir despesas em várias frentes, além de abrir novas avenidas de crescimento. Em termos práticos, o cálculo do ROI de tecnologia é produto do ganho líquido (economia proporcionada + novos lucros) dividido pelo custo total da solução. 

Dessa forma, quando chega o momento de escolher equipamentos para os colaboradores, o investimento inicial é apenas parte da equação. A primeira pergunta a fazer não é “quanto custa essa solução?”, mas quanto custam as horas despendidas com configurações, os tíquetes de suporte técnico decorrentes dessa escolha e demais perdas por limitações da infraestrutura?. 

Tecnologia como estratégia de crescimento 

Para Juliana Roman, head de desenvolvimento de negócios da Luby Software, tecnologia deixou de ser uma decisão exclusivamente técnica há muito tempo. Hoje, esse tema faz parte da estratégia de crescimento da empresa, influenciando produtividade, retenção de talentos e até a capacidade de entregar valor aos clientes. “Passei a enxergar a tecnologia como resultado de negócio ao acompanhar projetos em que boas decisões técnicas geravam crescimento, eficiência e melhor experiência para o cliente”, comenta.  

Foi nessa interseção entre estratégia, operação e tecnologia que Juliana percebeu que a ferramenta certa não é necessariamente a mais sofisticada, mas aquela capaz de resolver problemas e contribuir para os objetivos do negócio. 

O custo subjacente das decisões de infraestrutura 

Para começar, a maioria das empresas realiza comparações do tipo “notebook A custa X e notebook B custa Y”. Poucas incluem na soma as horas de setup, suporte, tempo parado, onboarding, retrabalho e perda de produtividade. Nesse sentido, os ganhos do uso do Mac aparecem em diferentes perspectivas dentro da Luby 

Para Rodrigo Salatiel, gerente de projetos de TI, os dispositivos da Apple garantem eficiência operacional para as equipes. “Temos uma redução significativa no tempo de setup dos ambientes, permitindo que os desenvolvedores iniciem suas atividades mais rapidamente”, afirma.  

Já Nikolas Nunes, gerente de projetos na unidade de Transformação Digital, destaca a consistência obtida ao longo das atividades. “O impacto varia conforme cliente e projeto, mas a estabilidade do ambiente acelera a adaptação dos times e a entrega de soluções personalizadas”, comemora. 

Leia também: Mac para empresas: a visão estratégica de Marcio Di Pietro 

 

Boas ferramentas ajudam a atrair talentos 

Especialmente em áreas como a de desenvolvimento de software, tecnologia é a base. No entanto, as pessoas continuam sendo o verdadeiro diferencial competitivo. Por isso, oferecer boas ferramentas de trabalho – como o MacBook – se torna um trunfo para atrair e reter os melhores talentos. E não é simplesmente porque desenvolvedores de alto nível “preferem” Apple, mas porque eles percebem que a empresa investe nas condições de trabalho.  

Embora o investimento inicial seja maior do que um parque de PCs, Juliana aponta ganhos significativos em termos de desempenho e estabilidade do ambiente de desenvolvimento, além de maior fluidez na execução de tecnologias amplamente utilizadas pelo mercado. Segundo ela, isso é percebido claramente no dia a dia corporativo. “Acompanhamos indicadores como tempo de setup, produtividade dos times, necessidade de suporte técnico e eficiência operacional ao longo do ciclo de desenvolvimento”, explica a head de desenvolvimento de negócios da Luby. 

Ainda que os números desses resultados variem de acordo com cada projeto, a executiva identifica um claro ponto de convergência: ambientes mais estáveis reduzem atritos operacionais, possibilitando que os times concentrem esforços na entrega de valor ao cliente. 

 

Produtividade que aparece na entrega 

Segundo Juliana, a diferença mais visível no uso do Mac para as empresas é essa combinação entre desempenho, estabilidade e experiência do usuário, resultando em maior produtividade na rotina profissional. 

Para quem observa apenas o equipamento, “produtividade” pode parecer um benefício restrito ao desenvolvedor. Mas ela acompanha toda a cadeia de entrega. Quando o ambiente é sólido, a equipe passa menos tempo resolvendo problemas locais – e mais tempo criando código. Além disso, o onboarding é mais fluido, há menos interrupções e maior previsibilidade. Tudo isso impacta diretamente as entregas aos clientes. 

“Quando eu trabalhava com compliance em uma empresa internacional do setor de games, a adoção do Mac pelos times contribuía para garantir maior estabilidade e segurança operacional”, rememora Juliana, destacando ainda a maior facilidade de gestão de ambientes e processos críticos relacionados à legislação e às exigências do órgão regulador. 

Benefício econômico em números 

Dados do estudo Total Economic Impact, conduzido pela Forrester Consulting a pedido da Apple, confirmam o que a prática já sinaliza. Considerando a adoção do Mac em uma empresa modelo de 100 mil funcionários ao longo de três anos, a análise aponta 104 horas a mais de produtividade por ano para usuários de Mac na comparação com PCs tradicionais – o equivalente a mais de duas semanas de trabalho recuperadas por colaborador. No agregado, a melhoria na produtividade e no engajamento dos funcionários representou US$ 76,9 milhões em valor para a organização. Além disso, a adoção do ecossistema Apple gerou US$ 12,4 milhões em redução de custos com suporte de TI e uma economia média total de US$ 843 por dispositivo, com ROI de 336%. 

 

Onde começa o ROI em tecnologia? 

A adoção do ecossistema Apple, reconhecidamente, implica maior investimento inicial na comparação com outras plataformas. Em contrapartida, seu custo operacional tende a ser muito menor. Dessa forma, o valor retorna para a empresa ao longo do tempo, no dia a dia da operação. “Isso depende muito do projeto e do contexto, mas, em geral, os ganhos em produtividade, qualidade e eficiência compensam o investimento ao longo do ciclo”, avalia Juliana. 

Por isso, mais do que medir o capital expenditure (capex), é fundamental considerar o negócio como um todo – incluindo as entregas para os clientes. “Sob uma perspectiva executiva, acredito no Mac porque ele deixa de ser um mero custo de infraestrutura para ser um investimento em produtividade, eficiência operacional e experiência dos times”, garante a head de desenvolvimento de negócios da Luby. 

 

A mudança de olhar 

Juliana começou a carreira trabalhando com desenvolvimento de negócios, expansão de mercado e ambientes regulatórios. Ao acompanhar projetos multidisciplinares, percebeu que as melhores decisões tecnológicas não eram necessariamente as mais sofisticadas, mas aquelas capazes de remover obstáculos para o negócio. 

Desde 2016, a profissional utiliza o Mac em sua rotina. Atualmente, trabalha com um MacBook Air e acredita que o equipamento atende plenamente às suas demandas em desenvolvimento de negócios. Para Juliana, a escolha nunca foi guiada pelo “modelo mais potente”, mas sim pela combinação entre praticidade, estabilidade e sistema operacional que favorece sua rotina com eficiência. 

 

O ROI de tecnologia como vantagem competitiva 

Mais do que uma decisão de infraestrutura, a escolha da tecnologia influencia diretamente a competitividade das empresas. Em um mercado em que velocidade, inovação e retenção de talentos determinam quem cresce e quem fica para trás, discutir as ferramentas apenas pelo preço significaria olhar para uma parte muito pequena da questão. 

Para empresas que vivem de desenvolvimento de software, cada decisão de infraestrutura influencia diretamente a capacidade de entregar projetos, atrair profissionais qualificados e crescer de forma sustentável. Em outras palavras, medir o ROI de tecnologia significa olhar além da planilha: é entender como cada decisão sobre infraestrutura influencia a produtividade, a experiência dos profissionais e, principalmente, a capacidade da empresa de entregar resultados de forma consistente. 

Talvez a principal questão, portanto, não seja “se vale a pena” investir em equipamentos melhores. Mas, isto sim, quanto custa continuar economizando exatamente na tecnologia que sustenta o trabalho de suas equipes. 

 

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Fotos: Apple/Divulgação

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